um poema de Alice Coelho

Quando a noite, de só se acompanha, de ti não sente falta, emergindo do escuro, banhada pelo luar e pelas estrelas, sem que vejas ou encontres o que apalpas na densidade do espaço, na imensidão do tempo, na distância do longe, que o abismo te lança, mas que esperas, sentada nos minutos e nos dias que te desafiam, puxas de um cigarro, bebes um drink, entras na noite, agarra-la, e esperas que o voo das tuas asas ultrapasse tudo o que o tempo te rouba, e finalmente pouses no serenar da solidão que que não abraças!!!

AC

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